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sábado, 13 de outubro de 2012

Arquitetos da política

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Roda Viva - Chico de Oliveira - 02/07/2012

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Introdução ao Direito...


Uma manhã, quando nosso novo professor de "Introdução ao Direito" entrou na sala,
a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
- Como te chamas?
- Chamo-me Juan, senhor.
- Saia de minha aula e não quero que voltes nunca mais! - gritou o desagradável professor.
Juan estava desconcertado.
Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala.
Todos estávamos assustados e indignados, porém ninguém falou nada.
- Agora sim! - e perguntou o professor - para que servem as leis?...
Seguíamos assustados porém pouco a pouco começamos a responder à sua pergunta:
- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
- Não! - respondia o professor.
- Para cumpri-las.
- Não!
- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
- Não!!
- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota.
- Até que enfim! É isso... para que haja justiça.
E agora, para que serve a justiça?
Todos começávamos a ficar incomodados pela atitude tão grosseira.
Porém, seguíamos respondendo:
- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor.
- Para diferençar o certo do errado... Para premiar a quem faz o bem...
- Ok, não está mal porém... respondam a esta pergunta:
agi corretamente ao expulsar Juan da sala de aula?...
Todos ficamos calados, ninguém respondia.
- Quero uma resposta decidida e unânime!
- Não!! - respondemos todos a uma só voz.
- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
- Sim!!!
- E por que ninguém fez nada a respeito?
Para que queremos leis e regras
se não dispomos da vontade necessária para praticá-las?
- Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos.
Não voltem a ficar calados, nunca mais!
- Vá buscar o Juan - disse, olhando-me fixamente.
Naquele dia recebi a lição mais prática no meu curso de Direito.
 
Quando não defendemos nossos direitos perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.

domingo, 12 de agosto de 2012

Resumo do Livro: DESONESTIDADE - Dan Ariely

Dan Ariely, psicólogo e pesquisador em Economia Comportamental, é um dos meus escritores favoritos! A mistura de clareza, bom humor e referência à pesquisas me agrada bastante.

Seu novo livro A mais pura verdade sobre a Desonestidade(The Honest Truth about Dishonesty) vai contra a visão de que:
  • As pessoas são desonestas ou criminosas por uma simples questão de custo-benefício (como o modelo proposto pelo ganhador do nobel em economia Gary Becker).
  • A corrupção é uma atitude deliberada de pessoas altamente sem escrúpulos.
  • Basta aumentar a punição e diminuir a impunidade para solucionar o problema.

Livro Desonestidade - Dan Ariely

Apresentando o resultado e a metodologia de suas pesquisas, Dan Ariely demonstra que os maiores prejuízos nas organizações advém das pequenas "trapaças" que pessoas comuns acham ok em fazer, e ainda assim se vêem como honestas.

Dan enfatiza que certas condições podem estimular esse comportamento, que muitas vezes chega até a ser inconsciente: a pessoa só "cai em si" sobre a desonestidade após ser confrontada.

Segundo suas pesquisas, o risco de ser pego e a quantia monetária envolvida não tiveram influência crucial como ocorreu com outros fatores, dentre os quais:

Habilidade de Racionalizar e Criatividade - Pessoas criativas ou boas em arrumar desculpas podem encontrar muitas formas de justificar a si mesmas a desonestidade que cometem. Alguns se sentem injustiçados por algum motivo e se convencem de que a desonestidade é uma compensação.

Conflitos de Interesse - Muitas vezes o interesse particular de uma pessoa prevalece no momento de tomar uma decisão que envolve um grupo, como pode acontecer nas recomendações de advogados, médicos, consultores, mecânicos, etc aos seus clientes - que podem visar mais o benefício próprio do que do contratante - e eles não verão nada de errado nisso.

Um primeiro ato imoral (Efeito "Que se Dane") - A pessoa que comete 1 único ato imoral, por pequeno que seja, pode abalar sua auto-imagem de pessoa honesta e levá-la a cometer atos imorais cada vez maiores. Um dos testes realizados, foi dar um óculos falsificado às pessoas e os resultados foram muito piores no teste de honestidade.

Esgotamento - Pessoas cansadas ou submetidas à muita informação, antes dos testes de honestidade, tiveram resultados piores do que a média.

Outros se beneficiando da trapaça - Testes de honestidade em que a trapaça de um poderia beneficiar seu grupo, apresentaram índices maiores de desonestidade. Pode ocorrer situação similar com um profissional que não aponta a "trapaça" de um grupo amigo na empresa porque comprometeria o bônus deles.

Ver outros sendo desonestos - Pessoas que viram algum colega fazendo um ato desonesto, apresentaram uma incidência maior de desonestidade.

Cultura - Dependendo de cada cultura, certas situações de desonestidade são mais toleradas do que outras, como adultérios, subornos, lobbying, etc.

Distanciamento do Ato - Quanto mais distante do valor monetário em si, mais fácil é cair na desonestidade. As pessoas que fizeram o teste com fichas (que seriam trocadas por dinheiro) apresentaram maior desonestidade. Em outro teste, também concluíram que é mais fácil para as pessoas roubar uma lata de coca-cola do que o mesmo valor em dinheiro. Por fim, a crescente virtualização do dinheiro (cartões de crédito, transações na web, títulos e derivativos, etc) pode facilitar à tentação para a desonestidade.

Flexibilidade Moral - Nos testes de honestidade, em vários países diferentes, notou-se uma flexibilidade moral. A maioria das pessoas trapaceavam sua pontuação em 10% à 20% nos experimentos em que a trapaça era (propositalmente) possível.

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De acordo com o livro, a desonestidade não é algo exclusivo dos criminosos e amorais. Todos nós, em muitos momentos cometemos deslizes, e somados causam grandes impactos na sociedade como um todo. Ainda assim, não nos vemos como desonestos ou pessoas ruins, e somos capazes de atos extremamente nobres.

Para Dan Ariely, a maioria das pessoas deseja se ver como pessoa honesta, porém, contamos demais com nossa capacidade de auto-controle. Quando a tentação aparece, nosso sistema de pensamento 1 (mais automático, instintivo - ver Kahneman e Taverski) acha difícil não aproveitar a oportunidade de se beneficiar, e para resolver o conflito, buscamos formas de nos convencer de que está tudo bem.

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Nas pesquisas presentes no livro, algumas ações simples tiveram grande impacto para reduzir a desonestidade e nos ajudar com o nosso (falho) auto-controle:
  • Lembretes - Colocar simples lembretes morais no momento da tentação. Pedir a assinatura das pessoas antes do ato, ou fazer um juramento, aumentaram bastante o nível de honestidade (mesmo ateus jurando sobre a Bíblia, apresentaram níveis maiores de honestidade).
  • Eliminar o conflito de interesses - Compreender como os conflitos de interesse e conceber meios para que o cliente final e o prestador de serviço tenham interesse compartilhado.
  • Reduzir o esgotamento - Cuidar para que em situações que possibilitem a desonestidade, as pessoas não estejam muito cansadas fisicamente e mentalmente.
  • Supervisão - As pessoas não querem ser vistas pelos seus pares como desonestas.
  • Cuidado com primeiras trapaças e o contágio social - Mesmo pequenas desonestidades podem levar ao efeito "que se dane" em alguém ou gerar uma onda de desonestidade, e portanto devem ser coibidas e trabalhadas para que não aconteçam novamente.


Livro Desonestidade - Dan ArielyLivro Desonestidade - Dan Ariely


terça-feira, 31 de julho de 2012

Presença da evangélica Marina Silva na abertura das Olimpíadas de Londres causa desconforto em representantes do governo brasileiro

O convite do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a ex-ministra do meio ambiente, a evangélica Marina Silva, para a abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, causou desconforto entre os representantes do governo brasileiro presentes no evento.
Presença da evangélica Marina Silva na abertura das Olimpíadas de Londres causa desconforto em representantes do governo brasileiroSem o conhecimento do governo a ex-ministra, que é reconhecida internacionalmente por seu trabalho de defesa do meio ambiente, entrou na cerimônia carregando a bandeira com os anéis olímpicos juntamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o maestro argentino Daniel Barenboim e prêmios Nobel.
A presença de Marina teve mais visibilidade, inclusive, que a da presidente Dilma Rousseff, que foi mostrada pelas câmeras oficiais por menos de cinco segundos, enquanto a entrada de Marina foi amplamente comentada, como representante da luta ambiental no mundo
- Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia europeia. Não podemos determinar quem as casas reais escolhem, fazer o quê? – criticou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, adversário político de Marina na polêmica do Código Florestal.
O presidente da Câmara, Marco Maia, de disse surpreso com a presença da adversária política da presidente Dilma, e afirmou que o COI deveria ter feito um melhor trabalho de comunicação com o governo brasileiro.
- É óbvio que seria mais adequado por parte do COI e da organização do evento que houvesse um diálogo de forma mais concreta com o governo brasileiro para a escolha das pessoas – afirmou Maia.
De acordo com o Estadão, um membro da delegação brasileira, que pediu para não ser identificado, chegou a afirmar que o convite do COI a Marina Silva foi o equivalente a convidar um membro da oposição britânica para um evento no Brasil que tenha o governo de Londres como convidado especial.
Redação Gospel+