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sábado, 7 de janeiro de 2012

A História dos Direitos Humanos

Um dos vídeos mais ESPETACULARES que já vi. A linha do tempo que começa após 2 min ficou sensacional. =)
  A História dos Direitos Humanos (legenda) - YouTube

sábado, 24 de dezembro de 2011

10 Razões para se Indignar em 2011 - Revista Época


Posted: 24 Dec 2011 12:26 PM PST

Veja a reportagem completa:
Trechos:

"Aí vai a lista deste ano. Conseguiremos reduzir?

1) A falta de saneamento e habitação decente para os mais pobres.

2) O escândalo do Enem, um exame até agora em suspenso devido a vazamentos e confusões em cálculos de notas. E o analfabetismo no Brasil, maior que no Zimbábue.

3) Os absurdos privilégios dos deputados e senadores, que aprovam aumentos para si mesmos

4) A impunidade de corruptos nos Poderes. Exonerar meia dúzia de ministros não basta.

5) A agressividade no trânsito, que torna o Brasil recordista em mortes em acidentes.

6) A falta de educação da elite brasileira. Boa parcela de ricos desenvolve falta de educação associada à arrogância e à crença na impunidade.

7) Os impostos escorchantes, que não resultam em benefício para quem precisa. Cartéis punem o consumidor e tornam produtos e passagens aéreas no Brasil muito mais caros.

8) A falta de um sistema de saúde pública eficiente.

9) A deficiência de transporte de massas, num país que fez opção equivocada pelo carro e hoje paga o preço de engarrafamentos monstruosos.

10) O descolamento do Supremo Tribunal Federal da realidade do país. Os meritíssimos juízes estão cada vez menos ágeis nas votações que interessam à população, como é o caso da Lei da Ficha Limpa e o escândalo do mensalão.

Indigne-se, mas não seja chato. Contribua para a mudança. Melhor ser um indignado otimista que um resignado deprimido. Espero, em 2012, escrever “10 razões para comemorar”. Boas festas! "

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Priorizando os Maiores Problemas do Mundo - Bjørn Lomborg

Bjørn Lomborg é um dos fundadores do Copenhagen Consensus, uma organização que une especialistas de vários países, para estudar e priorizar soluções para os problemas globais.

Quando falamos de desafios mundiais, todos são importantes, óbvio.

No entanto, em um mundo de recursos limitados, não conseguiremos resolver todos de uma vez. Temos que priorizar, saber o que é melhor atacar primeiro.

Ao invés de desperdiçar dinheiro em soluções de pouco retorno social, precisamos identificar os principais problemas, verificar o custo-benefício das soluções e então criar uma lista de ações prioritárias.

Após essa análise, verificou-se que algumas das prioridades atuais dos governos não geram tanto benefício ou não são tão urgentes.

Será que tem alguém fazendo uma lista assim no Brasil?


Links Interessantes:


Palestra fantástica dele no TED Talks:

Bjorn Lomborg define as Prioridades Globais
- Video on TED.com - 16 min



Melhores Trechos:


Quais são os maiores problemas do mundo? Eu vou apenas listar alguns deles.
  • Existem 800 milhões de pessoas famintas.
  • Existe 1 bilhão de pessoas sem água potável para beber.
  • 2 bilhões de pessoas sem saneamento básico.
  • Existem milhões de pessoas morrendo de HIV e AIDS.
  • Existem 2 bilhões de pessoas que serão gravemente afetadas pela mudança climática
E por aí vai.

Existem muitos, muitos problemas por aí. Devemos começar a nos perguntar quais problemas devemos resolver primeiro?

Se nós tivessemos, digamos, US$ 50 bilhões para gastar nos próximos 4 anos para fazer o bem nesse mundo, onde deveríamos investí-los?

Nós identificamos 10 dos maiores desafios no mundo e vou listá-los, rapidamente.
  • Mudança climática
  • doenças transmissíveis
  • conflitos
  • educação
  • estabilidade financeira
  • governança e corrupção
  • desnutrição e fome
  • migração da população
  • saneamento básico e água
  • subsídios e barreiras comerciais.
Nós acreditamos que esses, em muitas formas, englobam os maiores problemas no mundo.

Mas, claro, existe um problema em pedir às pessoas para focar em problemas. Claramente o maior problema que temos no mundo é que todos morremos.

Mas nós não temos a tecnologia para solucionar isso, certo? Então o ponto é não priorizar problemas, mas, sim, priorizar as soluções para os problemas.

Claro que fica um pouco mais complicado. Para mudança climática seria como o protocolo de Kyoto. Para doenças transmissíveis, seriam clínicas de saúde ou redes de mosquito. Para conflitos, seria a força de paz da ONU e assim por diante.

Você deve se perguntar, porque diabos essa lista nunca foi feita antes? E uma razão é que a priorização é incrivelmente desconfortável. Ninguém quer fazer isso. Claro, toda organização gostaria de estar no topo dessa lista.

Existem tantas, tantas coisas que podemos fazer por aí, mas nós nunca soubemos o preço, nem o tamanho delas. Nós não tinhamos uma ideia. Imagine ir a um restaurante e receber um cardápio enorme, mas você não tem ideia dos preços.

E isso é o que o Consenso de Copenhagen está tentando fazer – tentar colocar preços nessas questões. Nós temos 30 dos melhores economistas do mundo, 3 em cada área.

Então temos 3 dos melhores economistas escrevendo sobre mudança climática. O que podemos fazer? Qual será o custo? E assim por diante.

E então você pergunta: porque economistas? O ponto é, claro, se você quer saber sobre malária, pergunte a um expert em malária. Se você quer saber sobre o clima, pergunte a um climatologista.

Mas se você quer saber com qual dos dois devemos lidar primeiro, você não pode perguntar a nenhum deles, pois não é isso que fazem. Isso é o que um economista faz. Eles priorizam.

Então, essa é a lista e eu gostaria de compartilhá-la com vocês. Claro, você pode vê-la também na Internet, e nós iremos falar mais a respeito, tenho certeza, durante o dia.

Eles basicamente montaram uma lista onde dizem existem maus projetos – basicamente projetos onde, se você investir um dólar, terá menos de um dólar de retorno.

Claro, são pelos projetos muito bons que devemos começar.

No fim da lista está a mudança climática. Isso ofende bastante gente.

A razão pela qual eles levantaram a questão de que Kyoto – ou alguma coisa ainda maior que Kyoto – é um mau negócio é simplesmente porque é muito ineficiente.

Não é dizer que o aquecimento global não está ocorrendo. Não é dizer que isso não é um grande problema. Mas é dizer que o que podemos fazer a respeito é muito pouco a um custo muito alto.

Deve custar cerca de US$ 150 bilhões por ano. É uma quantia substancial de dinheiro. Isso é duas ou três vezes a ajuda global para desenvolvimento que nós damos para o Terceiro Mundo todo ano. Ainda assim seria um pequeno bem.

Todos os modelos mostram que iria-se adiar o aquecimento em 6 anos em 2100. Para que o cara em Bangladesh não receba a inundação em 2100 e espere 2106.

E apenas para dar uma certa referência, a ONU atualmente estima que por metade dessa quantia, por cerca de US$ 75 bilhões por ano, nós poderíamos resolver todos os maiores problemas básicos do mundo.

Nós podemos fornecer água limpa, saneamento, assistência médica e educação para todo ser humano no planeta.

Então devemos nos perguntar: nós queremos gastar duas vezes o valor para trazer muito pouco benefício? Ou metade do valor para trazer um enorme benefício? E isso é porque se torna realmente um mau projeto.

Não é dizer que se tivéssemos todo o dinheiro do mundo, não gostaríamos de fazer. Mas é dizer que, como não temos, simplesmente não é nossa primeira prioridade.

Eu gostaria de mostrar as quatro principais prioridades que deveriam ser, ao menos, as primeiras a lidarmos, quando falamos sobre como devemos resolver os problemas do mundo.

O quarto melhor problema é a malária. A incidência de malária é de aproximadamente 2 bilhões de pessoas infectadas por ano. Isso pode consumir até um ponto percentual do PIB a cada ano nas nações infectadas.

Se nós investíssemos US$ 13 bilhões pelos próximos 4 anos, poderíamos reduzir essa incidência pela metade.

Nós conseguiríamos prevenir que 500 mil pessoas morresem, mas talvez mais importante, poderíamos impedir 1 bilhão de pessoas de serem infectadas a cada ano.

O terceiro melhor foi o livre comércio. Basicamente, o modelo demonstrou que se tivéssemos acesso ao livre comércio e espeficicamente cortar subsídios nos EUA e Europa, nós poderíamos reanimar a economia global com o surpreendente número de cerca de US$ 2,4 trilhões por ano, metade dos quais seriam recebidos pelo Terceiro Mundo.

De novo, o ponto é dizer que podemos tirar, de fato, até 300 milhões de pessoas da pobreza, radicalmente rápido, entre 2 a 5 anos aproximadamente. Isso seria a terceira melhor coisa a se fazer.

A segunda melhor coisa seria focar a desnutrição. Não apenas desnutrição em geral, mas existe uma forma muito barata de lidar com a falta de nutrientes.

Basicamente, metade da população do mundo tem falta de ferro, zinco, iodo e vitamina A. Se nós investíssemos cerca de US$ 12 bilhões, poderíamos atacar severamente esse problema. Isso seria o segundo melhor investimento que poderíamos fazer.

E o melhor projetos de todos seria nos focar no HIV/AIDS.Basicamente, se nós investíssemos US$ 27 bilhões nos próximos 8 anos, nós poderíamos evitar 28 milhões de novos casos de HIV/AIDS.

Existem duas formas muito diferentes de lidarmos com HIV/AIDS. Uma é o tratamento, a outra é a prevenção. Tratamento é muito, muito mais caro que prevenção.

Então, podemos fazer muito mais ao investir na prevenção. Basicamente para a quantia de dinheiro que gastamos, nós podemos fazer uma quantia X de bem em tratamento, e 10 vezes essa quantia de bem em prevenção.

Eu gostaria que vocês olhassem suas listas de prioriedades e digam, vocês acertaram? Ou chegaram perto dessa que nós concluímos aqui?

Existem muitos problemas pelo mundo afora. E o que eu quero assegurar é que foquemos nos problemas certos. Aqueles onde nós podemos fazer muitos benefícios ao invés de poucos.

As pessoas também dizem: mas e a guerra no Iraque? Vocês sabem, nós gastamos US$ 100 bilhões. Porque não gastamos isso em fazer algum bem no mundo? Eu sou a favor. Se algum de vocês puder convencer o Bush a fazer isso, tudo bem.

A verdadeira questão aqui é pararmos um pouco para pensar sobre quais são as prioridades corretas.

Sabem, quando perguntamos aos melhores economistas do mundo, inevitavelmente acabamos perguntando a homens brancos e americanos. E eles não são necessariamente, sabem, a melhor forma de se olhar para o mundo todo.

Então nós convidamos 80 jovens de toda parte do mundo para vir e resolver o mesmo problema. Apenas dois requisitos eram necessários, eles deveriam estudar numa universidade e falar inglês.

A maioria deles eram, em primeiro lugar, de países em desenvolvimento. Eles tinham o mesmo material mas podiam se extender fora dos escopos da discussão, e certamente o fizeram, para propor sua própria lista.

E a coisa surpreendente foi que a lista era muito similar, com desnutrição e doenças no topo e mudança climática no final.

Espero que isso nos ajude a priorizar melhor as coisas, e pensar sobre como trabalharemos melhor para o mundo.

Bjorn Lomborg

terça-feira, 19 de abril de 2011

Aspectos Econômicos e Políticos do Aquecimento Global - Sérgio Margulis e Paulo Artaxo - CPFL Cultura

Muito boa a palestra do Sérgio Margulis no Café Filosófico.

A Economia do Aquecimento Global – Perspectivas do Brasil – Sérgio Margulis
Duração: + de 1h


Melhores Trechos:


"Aquecimento Global é um problema só dos países ricos? Acho que não. Quem tem mesmo que se preocupar são os países em desenvolvimento.

Os países ricos ou vão se dar bem com o aquecimento global, ou pelo menos vão se defender bem.

Os países ricos foram os responsáveis pelas emissões até agora, mas estão reduzindo drasticamente. Os países em desenvolvimento estão elevando suas emissões exponencialmente.

Os países em desenvolvimento estão cada vez mais responsáveis e mais prejudicados pelo aquecimento global.

Não dá para dizer que isso é problema de rico e que o Brasil não tem tempo para perder com isso. O problema é mais complicado e desafiador do que isso.

Há muita incerteza nisso tudo. É fácil para qualquer um dizer "Não há provas o suficiente". É muito difícil provar tudo, chegar em um consenso e dizer "pronto, vamos lá".

É um problema global, estão todos os países dentro. Principalmente os países com menos poder de resposta.

Os EUA vão se defender de algum jeito, agora Uganda ninguém sabe o que vai fazer.

E não adianta o Brasil dizer que reduz suas emissões, se a China não reduzir a dela, os EUA e outros países. É um problema complicado, pois exige compromisso de todos, cada país tem um histórico/capacidade de resposta, e há muita incerteza e variáveis para chegar ao consenso. Então é um problema politico extremamente complicado.

O horizonte do problema é muito longo. Você faz investimentos hoje com objetivo de 100 anos. Qualquer modelo matemático apresenta muita incerteza. Então, você resolve não fazer nada e foca nos problemas internos. É fácil perder o foco do problema do aquecimento global.

Devido a incerteza, é muito arriscado fazer algo hoje. Mas não fazer nada, pode trazer consequências e custos enormes amanhã, e é muito arriscado também.

Mesmo se pararmos hoje as emissões de gases, o aquecimento global continuará ocorrendo por uns 100 anos.

Temos que reduzir as emissões para mitigar os efeitos e nos adaptar às mudanças climáticasa que irão ocorrer.

Emissões brutas, os EUA e China são os maiores emissores: 40%. Mas as emissões per capita eles caem bastante.

75% das emissões do Brasil são de queimadas na Amazônia.

É uma pena que seja um problema tão injusto. Começou com os países ricos, os mais afetados serão os pobres, os mais favorecidos serão os ricos, e agora que os países pobres estão usando energia para crescer vão ter que parar, os países industrializados já estão com as emissões constantes ou caindo.

Haverá migrações em massa, doenças, fome, sede, conflitos.

O jeito é seguir o caminho do desenvolvimento: agricultura mais eficiente, consumo de energia mais eficiente, educar as pessoas, etc.

Existem diversas medidas pequenas, de custo zero ou negativo (que se pagam com o tempo) possíveis, que tem aplicação imediata e coletivamente, de 1% em 1% podem fazer muita diferença. Por exemplo: calibrar bem os pneus reduz o consumo de gasolina."

Uma animação do Banco Mundial, onde o Sérgio Margulis trabalha:

Climate Change: An Animation | World Bank Institute (WBI)

video platformvideo managementvideo solutionsvideo player

Outra palestra bacana que teve sobre o tema, foi a do Paulo Artaxo:

As Boas Perspectivas das Mudanças no Clima e no Uso de Energia em Nosso Planeta – Paulo Artaxo
Duração: + de 1h


Melhores Trechos:

IPCC - Intergovernmental Panel on Climate Change é um uma comissão da ONU para estudar a crise climática, com cientistas e especialistas selecionados em todos os governos. O Brasil tinha 3 cientistas nessa comissão que trabalhou por 5 anos compilando dados das publicações científicas.

As mudanças globais vão muito além do clima: efeito estufa, perda da biodiversidade, superpopulação, alta concentração de nitrogênio.

Claramente, a influência do homem é um dos fatores determinantes no clima.

Os oceanos também estão esquentando.

Uma temperatura mais quente, aumenta a evaporação da água, rios, mares.

75% das emissões brasileiras são de desmatamento da Amazônia. Isso tem um lado bom, pois é fácil e barato reduzir tecnicamente, basta vontade política. A matriz energética do Brasil é relativamente limpa.

O foco está em:

Reduzir as emissões.

Aumento da Eficência energética e utilização de fontes renováveis/limpas e ter ganhos econômicos

Melhores técnicas de construção e iluminação

A emissão dos veículos, que representam 30% das emissões globais

Regulação anual dos motores, pode melhorar o aproveitamento de combustível de 15% à 20%

Eng. Genética na agricultura com mais resistência à temperatura, secas e menos necessidade de fertilizantes

Redução de queimadas na Amazônia

Dave Meslin: O Antídoto da Apatia - TED

Dave Meslin: The antidote to apathy | Video on TED.com - 7min

Melhores Trechos


Quantas vezes ouvimos que as pessoas não se importam?

Quantas vezes ouvimos que grandes mudanças não são possíveis porque as pessoas são egoístas, ignorantes, preguiçosas?

Eu digo que a Apatia como conhecemos não existe. As pessoas se importam, o problema são as barreiras que temos para nos engajarmos.

Prefeituras, Espaço Público, Mídia, Mitos sobre Heróis, Festas Políticas, Caridade, Eleições - não abrem espaço ou não comunicam de forma apropriada as idéias e meios para nos engajarmos.

As mudanças acontecem a partir de esforços coletivos, imperfeitos e voluntários.

Eu acredito que as pessoas são inteligentes, incríveis e se importam. No entanto, vivemos em um ambiente com esses obstáculos colocados em nosso caminho.

Enquanto acreditarmos que as pessoas são egoístas, ignorantes, preguiçosas - não há esperança.

Precisamos REDEFINIR a apatia, não como um defeito pessoal, mas como consequência de uma série de barreiras culturais que dificultam o engajamento.

Assim, podemos IDENTIFICAR quais são essas barreiras e DESMATELAR o maior número delas possível.