Onde mais eu estou

Visite!

Mostrando postagens com marcador Kadafi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Kadafi. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de março de 2011

Líbia: Zona de Exclusão Aérea





O Conselho de Segurança da ONU tem 48 horas para decidir se irá impor a zona de exclusão aérea e impedir os ataques mortais contra civis na Líbia. Uma pressão global conjunta de cidadãos ao redor do mundo ajudaram a pressionar o Conselho a chegar a uma posição antes, nós precisamos dela agora: 

Sign the petition!Enquanto os aviões do Kadafi bombardeiam o seu próprio povo, o Conselho de Segurança irá decidir em 48 horas se eles irão impor a zona de exclusão aérea para impedir os aviões de guerra do governo de voar. 
Juntos nós enviamos 450.000 emails para o Conselho de Segurança da ONU, colocando pressão no Presidente do Conselho e ajudando a conquistar sanções sobre o regime e justiça para o povo da Líbia. Agora, para impedir um massacre, nós precisamos de um chamado massivo pela zona de exclusão aérea.

Se o Kadafi não puder usar seus aviões, ele irá perder uma arma chave em uma guerra em que os civis são os que mais sofrem. Enquanto os seus helicópteros e aviões estiverem no ar, o número de mortes irá aumentar. Nós só temos 48 horas – vamos conseguir 1 milhão de mensagens para parar os ataques mortais do Kadafi antes que seja tarde:

http://www.avaaz.org/po/libya_no_fly_zone_1/?vl

A oposição pediu a ajuda da comunidade internacional para “proteger o povo da Líbia dos crimes contra a humanidade que estão sendo cometidos contra eles”. O Ministro das Relações Internacionais do Reino Unido diz que há “relatos confiáveis do uso de helicópteros de guerra contra civis pelas forças do governo”. 

Enquanto isso, a liderança da OTAN diz que qualquer tentativa de impor a zona de exclusão aérea precisaria primeiro de uma resolução da ONU. Em muitas crises como esta, um ou outro país da ONU vetou um posicionamento forte -- mas na Líbia uma situação nova emergiu. As sanções do Conselho de Segurança são reais. Embaixadores da ONU dizem que representantes “concordam significativamente" que o Kafafi precisa sair. O que nós precisamos é de mais um empurrão da sociedade civil global.

A resolução não seria a solução final -- a imposição da zona de exclusão aérea poderá ser perigosa e complexa. Porém somente a ameaça da imposição poderá mostrar para o Kadafi que o seu tempo expirou. Os nossos governos precisam saber que nós estamos ao lado do povo da Líbia e que não aceitamos demoras. Envie uma mensagem agora e depois encaminhe este email para amigos e familiares: 

http://www.avaaz.org/po/libya_no_fly_zone_1/?vl

Os movimentos pacíficos pela democracia no mundo árabe inspiraram o mundo. Porém, o Kadafi escolheu o pior caminho – a repressão violenta para esmagar as manifestações corajosas e pacíficas. Neste momento nós podemos ver dois futuros para a Líbia: a violência prolongada de um ditador contra o seu povo, ou, medidas internacionais que apóiam as aspirações do povo da Líbia.

Nestes dias cruciais, nós precisamos reconhecer que as nossas ações, como cidadãos globais, irão afetar o destino dos nossos irmãos e irmãs na Líbia. Nós devemos nos unir em solidariedade às pessoas que já se foram e aquelas que estão lutando para sobreviver. 

Com esperança, 

Ben, Luis, Graziela, Benjamin, Ricken, Stephanie, Rewan e toda a equipe Avaaz

Leia mais: 

Cresce apoio a criação de zona de exclusão aérea sobre a Líbia:
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gQfiN5OKe8-CwAbNkU3DftrUxbTg?docId=CNG.9a572d8b10c3096aca5789489ba40124.5f1 

Conselho de Segurança da ONU debateu sobre zona de exclusão aérea na Líbia:
http://noticias.r7.com/internacional/noticias/conselho-de-seguranca-da-onu-debateu-sobre-zona-de-exclusao-aerea-na-libia-20110308.html 

Liga Árabe apoia zona de exclusão aérea na Líbia:
http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/liga+arabe+apoia+zona+de+exclusao+aerea+na+libia/n1238140310157.html

Entenda o que é uma área de exclusão aérea:
http://noticias.r7.com/internacional/noticias/entenda-o-que-e-uma-area-de-exclusao-aerea-20110307.html

quarta-feira, 2 de março de 2011

Forças armadas do Ocidente se aproximam da Líbia

As frotas vêm dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, França e Itália. Sua missão: resgatar pessoas, trazer recursos e transportas armamentos

Kadafi cercado: enquanto forças ocidentais se aproximam do país, rebeldes erguem armas e expulsam tropas do regime de cidade petroleira (Marco Longari / AFP )

Navios de guerra enviados por potências ocidentais dirigem-se, nesta quarta-feira, à Líbia. Desde o dia 15 de fevereiro, o país é cenário de uma revolta contra o regime do ditador Muamar Kadafi que já deixou mais de 6.000 mortos e centenas de milhares de refugiados. As frotas que se aproximam da costa líbia são dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, França e Itália. O cerco aumenta ao redor de Kadafi também no interior do país, onde as tropas do regime, compostas principalmente de mercenários africanos, foram expulsas por opositores da cidade petrolífera de Brega, no leste.

Hoje, pela primeira vez, Kadafi tentou recuperar territórios conquistados pelos rebeldes. Enviou cerca de 200 homens, em 60 veículos, vindos de Sirte, reduto do ditador, situado mais a oeste. Os mercenários chegaram a ocupar a refinaria e o aeroporto de Brega, mas foram expulsos quando quatro homens que guardavam o aeroporto conseguiram fugir e voltar com reforços. Foi a maior contraofensiva do governo, que resultou em pelo menos cinco mortos.

Mais reforços - Em apoio aos insurgentes, os americanos enviaram à Líbia dois navios de guerra, o porta-helicópteros USS Kearsarge e o USS Ponce, que já atravessaram o Canal de Suez. O USS Kearsarge pode transportar 800 Marines, uma frota de helicópteros e instalações médicas para garantir apoio a operações humanitárias ou militares.

Zarpando de Gibraltar, a fragata HMS Westminster da marinha britânica vai se revezar com o HMS York sueco, que distribui material médico a Bengasi, segunda cidade do país, em mãos da oposição. A HMS Westminster transporta, em geral, helicópteros MK 8 Lynx, lança-mísseis, torpedos e armas de curto e longo alcances. Segundo um porta-voz do Exército britânico, o navio "embarcou, além do material habitual, equipamento médico, cobertores e lençóis".

Já a França decidiu enviar o porta-helicópteros Mistral, o segundo maior deste tipo da Marinha francesa, para participar da retirada de trabalhadores egípcios, impedidos de chegar a seu país, como parte das medidas decididas pela União Europeia. O porta-helicópteros e a fragata que o acompanha poderiam embarcar "até 800 pessoas", segundo o coronel Thierry Burkhard, porta-voz do Estado Maior.

Partindo de Halifax, na Nova Escócia, a fragata canadense Charlottetown leva a bordo 240 homens e um helicóptero e deverá chegar em seis ou sete dias. Nem sua missão, nem a duração da viagem foram definidas com precisão. Segundo o primeiro-ministro Stephen Harper, o navio deverá fazer parte das operações de evacuação de cidadãos canadenses e internacionais, já em curso na Líbia.

Navios poderão ainda deixar a Itália "em 24 ou 48 horas", conforme informou o chefe da diplomacia italiana. Franco Frattini também disse que o governo de Roma enviará uma nave de ajuda humanitária a Bengasi "assim que as condições de segurança o permitirem".

Crise alimentar - Outro grande inimigo dos rebeldes, neste momento, é escassez de alimentos, segundo o Programa Mundial de Alimentação (PMA), das Nações Unidas. As provisões estão diminuindo no país e sua cadeia de fornecimento bloqueada. Para sanar esses problemas o PMA lançou nesta quarta uma operação emergencial no valor de 38,7 milhões de dólares. Ela deve levar alimentos a 2,7 milhões de pessoas na Líbia, Tunísia e Egito.

(Com Agência France-Presse)